Stephen Hawking anunciou hoje a publicação de um novo livro, O Grande Desígnio, no qual exclui a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário daquilo que defendia numa teoria anterior.
Da mesma forma que o darwinismo já tinha, no passado, rejeitado a necessidade de um criador no campo da biologia, também o conhecido astrofísico britânico argumenta agora que as mais recentes teorias científicas rejeitam o papel de um criador do Universo. O Big Bang terá sido uma consequência inevitável das leis da física.
Esta nova tese vem contradizer a argumentação anterior que o cientista britânico havia publicado em 1998 no livro Uma Breve História do Tempo, um êxito de vendas.
Nessa obra, Hawking sugeria que não existia qualquer incompatibilidade entre a existência de um Deus criador e a compreensão científica do Universo, chegando mesmo a afirmar que se a comunidade científica chegasse a descobrir a teoria completa, tal «seria o triunfo definitivo da razão humana» já que, nessa altura, «seria possível conhecer a mente de Deus».
No novo livro, que estará à venda a partir de 09 de Setembro, o astrofísico sustenta que a ciência moderna não deixa lugar à existência de um Deus criador do Universo.
O cientista considera que a prova que sustenta o seu argumento é o facto de ter sido observado, em 1992, um planeta que girava em torno de uma estrela distinta do sol.
Hawking alega que essa observação comprova a possibilidade de existirem outros planetas e universos o que significa, em seu entender, que se a intenção de Deus era criar o Homem, os restantes universos seriam redundantes.
O conhecido biólogo ateu Richard Dawkins felicitou já o astrofísico britânico pelas conclusões, dizendo que a opinião de Hawking é partilhada por uma grande parte da comunidade científica.
Lusa/SOL